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Estado Islâmico assume autoria de ataque à boate em Orlando

Grupo terrorista assume autoria de ataque e afirma que atirador era um “soldado do Estado Islâmico”.

Policiais isolam área ao redor da boate onde atirador deixou 49 mortos e 53 feridos. (Crédito: AFP)

Policiais isolam área ao redor da boate onde atirador deixou 49 mortos. Crédito: Foto/AFP

O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu em boletim divulgado ontem (12) a autoria do massacre na boate gay Pulse, em Orlando, na Flórida, ocorrido na madrugada do último sábado para domingo, que deixou 50 mortos, dentre eles 49 vítimas e mais o atirador, além de 53 feridos.

Em dois comunicados, escritos em árabe e também em inglês, divulgados por meio das redes sociais através da agência de informações Amaq, o grupo terrorista reivindicou a autoria do que é considerado o maior ataque terrorista com arma de fogo da história norte-americana.

Omar Mateen.

Omar Mateen seria soldado de grupo terrorista.

Segundo diz o comunicado, o atirador Omar Mateen, americano filho de afegãos, era soldado do Estado Islâmico: “Fontes da Agência Amaq: o ataque contra um clube de homossexuais em Orlando, Flórida, que deixou mais de 100 mortos e feridos, foi executado por um soldado do Estado Islâmico”.

Mateen, de 29 anos, que de acordo com depoimentos de familiares era declaradamente homofóbico, ligou para o número de emergência 911, antes de começar o ataque ao clube, e proclamou sua afiliação ao Estado Islâmico, segundo fontes policiais informaram em entrevista coletiva à imprensa na manhã desta segunda-feira (13). A chamada foi gravada e está sendo analisada pela polícia local e por agentes do FBI que comandam a investigação.

 

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Morre Tunga, um dos maiores nomes do país nas artes plásticas

O artista que lutava contra um câncer na garganta estava internado desde o dia 12 de maio no Hospital Samaritano, no Rio.        

Tunga foi o primeiro brasileiro a expor no Louvre, em Paris.

Por Sheila Fonseca

O pintor, desenhista, escultor e artista performático Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão, mais conhecido como Tunga, morreu na última segunda-feira (06), aos 64 anos, vítima de um câncer na região da garganta. O artista estava internado para tratamento desde o dia 12 de maio, no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio.

O velório está marcado para a próxima quarta-feira (08), às 9h, na Capela 1 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio e o enterro está previsto para às 15h.

Pernambucano nascido no município de Palmares, região da Mata do Sul conhecida como “Atenas Pernambucana” ou “Terra dos Poetas”, Tunga era filho do jornalista e poeta Gerardo de Mello Mourão e de Lea de Barros, modelo famosa por posar para o quadro “As gêmeas”, de Guignard.

Carioca por adoção, escolheu a cidade do Rio de Janeiro para morar e desenvolver seu trabalho, onde vivia desde a década de 1970 e se formou em arquitetura e urbanismo.

De série “Museu da Masturbação Infantil”, 1974.

Considerado um dos principais artistas plásticos contemporâneos brasileiros, começou a carreira na década de 70, com desenhos e esculturas, onde surpreendia pela ousadia, como na série “Museu da Masturbação Infantil”, de 1974.

Em 1980, fez a sua primeira mostra individual chamada “Ão”. Utilizando-se da linguagem audiovisual, Tunga fez uma vídeo-instalação com a filmagem de uma curva do túnel Dois Irmãos, que fica na Zona Sul do Rio, repetindo a imagem como se a câmera se movesse em círculos pelo caminho, não encontrando saída, com  trilha sonora de “Night and Day”, de Frank Sinatra. A obra responsável por dar projeção ao trabalho do artista foi comprada pelo Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA).

“Ão”, vídeo-instalação, 1980.

As temáticas da alquimia de elementos e do corpo humano eram recorrentes em suas criações, sendo comum a utilização de crânios, esqueletos, construções e texturas simulando peles, cartilagens, órgãos humanos, com misturas de materiais como ferro, cobre, vidro, redes e sementes.

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“Bell Falls”. Exposta em True Rouge, em Inhotim.

Foi o primeiro artista brasileiro a expor no Museu do Louvre, em Paris, com “À La Lumière des Deux Mondes”. Convidado em 2004 pelo museu para realizar uma obra para exposição temporária, Tunga decidiu usar o espaço sobre a pirâmide por onde chegam os visitantes. O trabalho é pendurado na ponta de uma viga em balanço. Lugar originariamente desenhado para receber o mármore Vitória de Samotrácia.

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“À La Lumière des Deux Mondes”, no Museu do Louvre, 2005.

Suas obras foram expostas em Bienais de Arte por todo o Brasil e também no exterior, na Bienal de Veneza, em Paris, Nova York, Itália e Alemanha, e foi ganhador de diversos prêmios, dentre eles o Prêmio Mário Pedrosa da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABC) e o Prêmio Brasília de Artes Plásticas.

No Instituto Inhotim, em Minas Gerais, considerado o maior polo de arte contemporânea do país, duas galerias exclusivas abrigam suas obras: a True Rouge, inaugurada em 2006, e a Psicoativa, aberta em 2012, esta ocupando um espaço de 2.600 metros quadrados.

 

“Sempre gostei de bagunça. Não de ordem nem desordem. Bagunça. O que tenho a mão vou mexendo até perder, pra depois achar de novo. Achando o que perdi acho o novo de novo, reencontro o novo no velho – é como a luz, a velha luz, descansada e sempre nova de novo.”

— Tunga.

 

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Ministro do STF afasta Eduardo Cunha do mandato

Teori Zavascki determinou nessa quinta-feira (5) o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato de deputado federal e da função de presidente da Câmara. 

Eduardo Cunha é afastado do mandato. Crédito: Foto/Agência Reuters.

Por Sheila Fonseca

Na manhã dessa quinta-feira (5), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator da Operação Lava a Jato, determinou o afastamento do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Câmara.

Cunha é réu no STF pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, acusado do recebimento U$ 5 milhões de dólares em propina de contratos de navios-sonda da Petrobras, e será substituído interinamente na Câmara pelo deputado Waldir Maranhão (PP-MA), também investigado na Lava a Jato.

Concedendo liminar (provisória) a pedido da Procuradoria-Geral da República, Zavascki explica que a decisão foi tomada quase cinco meses após o pedido porque foi preciso colher a defesa de Cunha. No entanto, ressalta que a medida não significa um “juízo de culpa” nem como “veredito de condenação”.

Em seu despacho, o ministro afirma que Eduardo Cunha coloca em risco as investigações:  “Mesmo que não haja previsão específica, com assento constitucional, a respeito do afastamento, pela jurisdição criminal, de parlamentares do exercício de seu mandato, ou a imposição de afastamento do Presidente da Câmara dos Deputados quando o seu ocupante venha a ser processado criminalmente, está demonstrado que, no caso, ambas se fazem claramente devidas. A medida postulada é, portanto, necessária, adequada e suficiente para neutralizar os riscos descritos pelo Procurador-Geral da República”, escreveu o ministro.

Zavascki também reconheceu que o parlamentar estaria usando o cargo para “constranger, intimidar parlamentares, réus, colaboradores, advogados e agentes públicos com o objetivo de embaraçar e retardar investigações”.

OAB comemora decisão

Em nota, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Lamachia, disse que a entidade “comemora a decisão liminar concedida pelo ministro Teori Zavaski”.

“O Pleno da OAB (instância máxima de decisão da entidade, formada por 81 conselheiros) recomenda o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara desde fevereiro por entender que o deputado usa o cargo para atrapalhar o trabalho dos órgãos e instituições incumbidos de investigá-lo. O afastamento determinado pelo ministro Teori Zavascki contribui para o bom e correto funcionamento dessas instituições”, afirmou Lamachia na nota.

 

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Michel Temer é condenado pelo TRE e fica inelegível pelos próximos oito anos

O vice-presidente foi enquadrado na Lei Ficha Limpa e ficará inelegível pelos próximos oito anos. Contudo, a condenação não o impede de assumir o governo em caso de aprovação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Temer é condenado e fica inelegível.

Por Sheila Fonseca

Condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por doações de campanha acima do limite,  Temer (PMDB), fica inelegível por oito anos e terá que pagar multa de R$ 80 mil por ter feito doações acima do limite dado pela legislação eleitoral na campanha de 2014. Segundo o Ministério Público Eleitoral, Temer doou R$ 100 mil para dois candidatos do seu partido, no Rio Grande do Sul, ao deputado Alceu Moreira e Darcísio Perondi.

O vice-presidente declarou, em 2013, ter tido rendimentos de R$ 839 mil. Com isso, ele não poderia doar mais de R$ 83 mil, já que a lei eleitoral impõe teto de 10% do rendimento declarado pelo doador no ano anterior.

Por meio da assessoria, o vice-presidente afirmou que pretende pagar a multa com recursos próprios, o que o livraria de ser condenado na Lei da Ficha Limpa.

 A Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP) explicou, na decisão dada na última terça-feira (3), que a condenação não tem efeito em mandatos atuais, o que não impediria que Temer assumisse o governo, caso o Senado aprove a continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

 

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Leoni e Marisa Monte fazem show em colégio ocupado no RJ

Em apoio aos estudantes que participam da ocupação de cerca de 76 escolas públicas no Rio de Janeiro, o músico Leone e a cantora Marisa Monte estiveram na última segunda-feira (2) no Colégio Estadual André Maurois, no bairro da Gávea, Zona Sul da cidade do Rio. O músico e a cantora conversaram com os alunos e realizaram shows.

Leoni conversa com alunos na Gávea. Créditos: Foto/ Daniel Marrenco – Agência O Globo

 

Por Sheila Fonseca

Na tarde dessa segunda-feira, Marisa Monte e Leone fizeram uma visita ao Colégio Estadual André Maurois, em um gesto de apoio aos alunos da ocupação que já dura 19 dias. Entre selfies e abraços, os músicos conversaram com os estudantes e protagonizaram dois shows históricos em um palco improvisado nas dependências do colégio. Durante a visita também estiveram presentes o poeta Chacal, a atriz Tereza Seiblitz, o ator Henrique Díaz e Luíza Arraes prestando solidariedade aos alunos.

Marisa Monte toca no #OcupaMaurois.

Com uma caixa de som e um violão, acompanhada do músico Dadi, Marisa Monte cantou alguns de seus maiores sucessos diante de uma platéia adolescente emocionada que filmava a apresentação e fazia coro a cada canção.

A cantora também usou a sua fan page no Facebook para divulgar mensagem de apoio aos alunos:

“Hoje eu tive a felicidade de visitar os alunos que estão ocupando o Colégio Estadual André Maurois, aqui no Rio. Eu havia recebido um recado pela minha página no Facebook do Edu Carvalho, um dos jovens organizadores do movimento. Fui até lá com o meu amigo Dadi pra conhecer e fiquei encantada com o que eles estão fazendo. São jovens estudantes batalhando pela educação e cuidando com amor do que é público. De forma organizada, cada um fazendo a sua parte e dando um exemplo para esse país. Cantei quatro músicas com eles e com o Dadi e pude voltar a ter esperança em uma força transformadora. Pra quem quiser ajudar, recebi essa lista com algumas das necessidades. Aqui no Rio são muitas escolas ocupadas e certamente tem uma perto de você.”

Leoni toca com o aluno Lucas Villaça.

O músico Leoni, tocando guitarra, cantou cerca de cinco músicas do seu repertório e contou com a participação de Lucas Villaça, um-ex aluno do colégio. Após a apresentação o músico agradeceu aos alunos pela experiência e parabenizou os participantes:

“Foi muito bonito o evento no Ocupa André Maurois. Eu toquei umas 5 músicas, a Marisa Monte tocou várias, os alunos deram show e ainda teve muita poesia com CEP 20.000 com Ricardo Chacal, Tereza Seiblitz, Luísa Arraes a e muito mais. O Colégio estava um brinco, a organização, apesar de espartana, estava perfeita e o entusiasmo foi total. Dá gosto ver os aluno se apossando do seu micro-país para brigar pelos seus sonhos. Essa é a política que aprimora a nossa democracia, já que a política partidária está esse descalabro. Falei com professores orgulhosos de seus alunos. Se a Secretaria de Educação não tivesse cortado o RioCard da garotada teria tido proporções ainda maiores. Todo o meu apoio às ocupações! As coisas não caem do céu.” disse Leoni em sua página no Facebook.

O colégio, ocupado desde o dia 14 de abril, sofre com a atual crise no sistema de ensino público do Estado e integra a rede de cerca de 76 colégios ocupados por estudantes na capital e baixada fluminense em protesto por melhorias na qualidade de ensino. Segundo carta aberta divulgada pelos alunos, a mobilização reivindica melhores condições de segurança, ensino, limpeza, além de salários em dia para professores ativos e inativos:

“Os alunos reivindicam melhores condições de ensino e condições justas e adequadas com segurança, equipe de limpeza e com professores (ativos e inativos) com salários em dia. É de conhecimento de todos que o Estado pagou o 13º salário dos professores parcelado, além de ter alterado a data de pagamento, gerando ônus aos servidores e, neste mês de abril, deixou vários aposentados sem salário. Uma situação desumana com a qual os alunos não concordam. Democracia! Direitos! Deveres! Cidadania são as palavras de ordem do movimento.”

 

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Tico Santa Cruz convoca para o ato de 1º de Maio

O músico Tico Santa Cruz divulgou vídeo de convocação para o ato de 1º de maio, que acontece no Vale do Anhangabaú, no Centro da cidade de São Paulo e também em outros 21 estados e o distrito federal.

Músico Tico Santa Cruz se apresenta no Dia do Trabalhador. Crédito: Foto/Nilson Bastian

 

Por Sheila Fonseca

O evento tradicionalmente realizado em celebração às lutas e ao Dia do Trabalhador, este ano também tem como pauta a defesa da democracia e a oposição ao golpe em curso no país, com presenças confirmadas de lideranças políticas, intelectuais e artistas, dentre eles Tico Santa Cruz, Chico César e Martinho da Vila. O ato terá inicio às 10h, na região do Vale do Anhangabaú e os shows tem previsão de início a partir das 14h.

O músico, conhecido por sua militância, convoca a todos para a celebração e reforça a importância da resistência democrática nesse dia: “Dia 1º, Dia do Trabalhador tem Detonautas Rock Club comemorando junto com vocês no Anhangabaú. Os shows começam a partir das 14h e a gente continua na nossa luta pela democracia e pelos direitos. Compareçam!”

Com eventos previstos para 21 Estados e mais o Distrito Federal, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) definiu como tema das celebrações deste ano “Brasil: Democracia + Direitos”, reunindo movimentos sociais, estudantis, de mulheres, negros, LGBT, juristas, intelectuais, artistas e toda a sociedade civil em favor da democracia, contra o golpe e a retirada de direitos da classe trabalhadora.

Confira a agenda completa:

Acre

Cidades: Rio Branco e Cruzeiro do Sul

Dia 29/04 – Panfletagem nos centros das cidades para dialogar com a população sobre a conjuntura política e ameaça de retiradas de direitos.

 

Alagoas

Cidade: Maceió

7hs Concentração no Poste 7 (Praia) caminhada até Alagoinha (2 KM)

Por volta das 12hs em Alagoinha termina com Ato Político e Cultura pela Democracia – Movimento Sindical e Movimentos Sociais

 

Amapá

Cidade: Macapá

A comemoração do dia dos trabalahdores será no dia 6 de maio na inauguraçãod a Sede da CUT Amapá.

 

Bahia

Cidade: Salvador

Ato político cultural Em defesa da democracia, contra o golpe e por direitos, a partir das 11h no Farol da Barra

Ato ecumênico às 11h ,depois atrações culturais. As 15h o ato político  com previsão de término para 18h.

Outras 13 cidades terão atos na Bahia:

Itabuna, Eunápolis, Vitoria da Conquista, Paulo Afonso, Camaçari, Vale Jiquiriçá, Valença, Santo Antônio de Jesus.

 

Distrito Federal

Cidade: Brasilia

A CUT Brasília realizará uma Virada Cultural (Eixo Monumental Setor Divulgação Cultural – estacionamento da Funarte – entre a Torre de TV e a Funarte) do dia 30 de abril para o dia 1º de maio, o evento terá início às 16h horas com apresentação teatral para as crianças e a partir das 19h shows com artistas da cidade. No dia 1º será realizado um ato unificado com as frentes e logo após o ato, enceramento com uma roda de samba.

 

Espírito Santo

Cidade: Vitória

30/04 – 10hs – Feria da Agricultura Familiar e Economia Solidária no Espaço Vida

Saudável

19hs – Luau com Preta Roots e Renato Casanova

01/04 – 07hs – Concentração e Caminhada da Praça dos Namorados até o Espaço Vida Saudável

10hs – Feria da Agricultura Familiar e Economia Solidária no Espaço Vida Saudável.

11hs – Ato Político e show com Mano Feijó, Gang Sem Frescura e Bloco Bleque

 

Ceará

Cidade: Fortaleza

01/05 – Concentração será às 8h na Areninha do Pirambu. Logo após terá uma caminha pela Avenida Presidente Castelo Branco e encerramento com ato político no Cuca da Barra.

Cidade: Icó-CE

Concentração às 7:30 na Balão de Padre Cícero

 

Goiás

Cidade: Goiânia

30/04 a 01/05 – No sábado a atividade começa 10h, na Praça do Trabalhador. No domingo, 01, a festa continuará, com sorteios e apresentações musicais, com encerramento previsto para as 11 horas.

 

Maranhão

Cidade: São Luis

01/05 – Caminhada do Trabalhador às 9h, na Praça João Lisboa

 

Minas Gerais

Cidade: Belo Horizonte

01/05 – Ato em defesa da democracia e contra o golpe, às 10h. Marcha da Praça Afonso Arinos até a Praça da Liberdade; Ato político-cultural na Praça da Liberdade; Lançamento do Acampamento da Democracia.

 

Pará

Cidade: Belém

Grande ato cultural na praça da República, local central da cidade, com participação dos movimentos populares

 

Paraíba

Cidade: João Pessoa

Ato “Democrassoca” uma alusão ao muriçocas do Miramar um bloco de carnaval

Sairá da praça das muriçocas até o busto de Tamandaré. Com manifestações culturais e políticas

 

Paraná

Cidade: Curitiba

29/04 – O ato lembrará um ano do massacre contra os professores. A concentração começa às 14h, na Praça Rui Barbosa.

 

Pernambuco

Cidade de Recife

Acampamento desde o dia 25 na Praça do Derby

Dia 01, caminhada a partir das 9hs pelo centro de Recife, terminando na Rua da Moeda (Recife Velho). Ato Político a partir das 12hs e a partir das 14hs Ato Cultura (Junto com tradicional Festa da Lavadeira)

 

Piauí

Cidade: Teresina

Café da Manha oferecido pela CUT PI,  na praça Rio Branco às 9 horas da manhã de sábado dia 30 nesse evento dialogaremos com a população sobre Democracia, direitos ameaçados e impeachment.

 

Paraná

Cidade: Curitiba

29/04 – O ato lembrará um ano do massacre contra os professores. A concentração começa às 14h, na Praça Rui Barbosa.

 

Rio Grande do Sul

Cidade: Porto Alegre

Ato a partir das 10 horas Junto ao Monumento do Expedicionário, no Parque da Redenção

Ato com Movimento Sindical e Movimentos Sociais

 

Rio de Janeiro

Cidade: Rio de Janeiro

Dia 29 – Ato da Frente Brasil Popular a partir das 18hs na Lapa – Encerramento com Show Arlindo Cruz

Dia 30 – Viradão (de sábado para Domingo) a partir das 20hs na Lapa com a Juventude, Várias atrações culturais

Dia 01 – 1º de Maio da CUT – A partir das 14 horas na Lapa – Roda de Samba com diversas atrações Culturais.

 

Roraima

Cidade: Boa Vista

Dia 01 – Encontro na sede da FETRAFERR Com trabalhadores rurais e Urbanos

Das 08 às 18 horas – Ato pela Democracia

 

 

São Paulo

01/05 – Assembleia Popular da Classe Trabalhadora contra o Golpe, na Defesa da Democracia e Por Nossos Direitos, no Vale do Anhangabaú a partir das 10h.

Cidade: Praia do Camburi, no município de São Sebastião-SP.

01/05 – Caminhada dos Trabalhadores às 7h, na Praça dos Namorados

Cidade: Campinas

01/05 – As 9hs missa dos Trabalhadores – Catedral Metropolitana de Campinas

A  Partir das 14 horas – Ato Político e Cultural – Praça de Esportes Amil Rached

Cidade: Bauru

01/05 – A partir das 18 horas – Local: Vitória Regia – Ato político, shows e roda de samba

Cidade: São Bernardo

A Partir das 10 horas – Local Espaço de Eventos Poliesportivos (Av. Kennedy)

 

Santa Catarina

Cidade: Florianópolis

28/04 – Dia Nacional de Luta: aulão da democracia às 17h na UFSC no varandão puxado pelos centros acadêmicos de letras, cinema,  jornalismo, design e cênicas.

Cidade: Chapecó

01/05 – Concentração às 16h em frente à Igreja Católica do Bairro Collato

Cidade Joinville:

Encontro pela Democracia – 9h30 – Parque da Cidade

Cidade Laguna:

Ato em Defesa da Democracia e dos nossos Direitos – 15h – Próximo Ponte Anita Garibaldi em Cabeçudas.

Cidade Blumenau:

Classe Trabalhadora em Defesa da Democracia – 15h – Praça Dr. Blumenau

 

Tocantins

Cidade: Palmas

Democracia e nenhum direito a menos – Não vai ter Golpe

Dia 01/05 a partir das 16 horas na Praça da Feria do Bosque Ato Político/Cultural  do Movimento Sindical e FBP (Com artistas locais de  esquerda e a juventude do Hip Hop e Skate.

 

 

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Oswaldo Munteal: “O Brasil é um país com uma oligarquia genocida.”

Por Sheila Fonseca – no Fazendo Média

“Eu vejo uma continuidade entre 54, suicídio do Getúlio, a crise política instaurada e, a partir disso, o golpe de 64 e o quadro atual eu vejo sem sombra de dúvida como uma continuidade disso. Vejo o Brasil muito mais comprometido com períodos autoritários do que com períodos democráticos.”. Essa declaração dá o tom da entrevista concedida pelo historiador, professor e escritor Oswaldo Munteal, que se prepara para o lançamento de seu oitavo livro, uma biografia sobre o ex-presidente João Goulart (Jango) com conteúdo inédito e ampla documentação sobre a vida do ex-presidente deposto pela ditadura militar.

Pesquisador dos períodos de regime de exceção na história brasileira, Munteal sugere que o país não conseguiu reunir elementos para construir seus valores republicanos: “Nossos valores republicanos estão muito mal ajustados. Nós não temos um Bill of Right, como a Inglaterra teve, ou uma guerra civil como tiveram os EUA.”, avalia.

Na entrevista o historiador analisa a crise política no país, o crescimento da extrema-direita no Brasil e na América Latina e arrisca uma previsão para as eleições presidenciais de 2018: “Ainda aposto no Lula.”

Sheila Fonseca: Alguns cientistas políticos tem traçado um paralelo entre o momento atual e os períodos históricos de 1954 e 1964, dois períodos de ruptura democrática. O senhor concorda?

Oswaldo Munteal: Eu vejo uma continuidade entre 54, suicídio do Getúlio, a crise política engendrada e, a partir disso, o golpe de 64 e o quadro atual eu vejo como uma continuidade disso. Vejo o Brasil muito mais comprometido com períodos autoritários do que com períodos democráticos. E em meio a isso, a nossa dificuldade em lidar com a política. Nós vivemos em uma sociedade semi-alfabetizada, com uma experiência democrática muito rala. Além de tudo, o Brasil é um país com uma oligarquia genocida, que não tem nenhum compromisso com o povo e uma elite política que também não tem compromisso com o povo, consequentemente, os poderes da República se veem comprometidos com essa política excludente.

Nossos valores republicanos estão muito mal ajustados. Nós não temos um Bill of Right, como a Inglaterra teve, ou uma guerra civil como tiveram os EUA, não obstante nós tivemos muita violência aqui, muita gente morreu, mas morreu inutilmente. Não houve uma construção de valores nesse sentido. Nossa dificuldade, em suma, para construir a nação é muito grande. O Brasil é um país, mas não é uma nação.

SF: A quê se deve isso, essa dificuldade em se construir valores coletivos?

OM: Para se ter uma nação é preciso ingredientes mais complexos. Uma sociedade civil organizada, um Estado forte e um desenvolvimento econômico equilibrado. E quando eu falo de desenvolvimento econômico equilibrado o que eu quero dizer é menores assimetrias. Um estado de equilíbrio social, o acesso à educação formadora, uma sociedade alfabetizada onde as pessoas tenham uma cultura política. Não há cultura política de esquerda no Brasil. Não há sequer cultura política. O que se diz hoje como manifestação política popular, em geral, é esvaziada de conteúdo e não traduz um entendimento do processo. O sujeito vai para praça gritar palavras de ordem, que muitas vezes é um discurso de reprodução do que se é difundido na mídia, mas elas não sabem se quer do que estão falando, o que elas estão reivindicando.

SF: O senhor afirma que não há uma cultura política de esquerda no Brasil. Como o senhor vê então o Movimento dos Sem Terra? Ou ainda o movimento negro ou os coletivos de mulheres, por exemplo?

OM: Bem, quanto ao MST eu acho a melhor coisa de movimentos sociais que o Brasil tem. São 20 milhões de homens e mulheres aproximadamente, do campo. Mas a pergunta já traz a resposta, o campo nunca foi lugar de transformação. O campo sempre foi lugar de transição. Em todas as grandes revoluções no mundo, Cuba, China, Rússia, França, Itália, o campo sempre ocupou um papel secundário. Por outro lado, luta das mulheres, LGBT, negros, movimentos verdes, etc. são importantes, mas isso fragmentou muito a política, individualizou-a e nós perdemos um sentido maior de país. Porque cada movimento quer um naco, um pedaço do bolo. Então a impressão que dá é que cada um desses movimentos quer uma fatia desse bolo para atender uma pauta reivindicatória importante, sem dúvida, mas individualizada. E no momento, o bolo não tem mais para dar, então o que precisamos agora é de construção nacional. Nós voltamos no tempo.

O economista Celso Furtado dizia que o Brasil é um país de construção nacional interrompida. Mas as pessoas só se veem mobilizadas para ir para a rua por essa era chamada “a era dos direitos”, que o Norberto Bobbio escreveu no seu livro famoso A Era dos Direitos. Então elas só se sentem tocadas capitaneadas por bandeiras, quando elas são mulheres, homossexuais, negras, enfim. Mas como um negro, um homossexual, uma mulher, pode ser um antissocialista? Pode ser um fascista? Ou pode ser um anticomunista? É inadmissível. E é um sintoma disso, dessa fragmentação. Com isso não quer dizer que as pessoas tenham que ser comunistas, socialistas, mas pelo menos antifascistas. Não é? Então eu vejo um problema muito grande entre a luta pelo macro e o micro. As lutas estão muito individualizadas.

SF: Sobre as manifestações pró-impeachment, elas tem demonstrado um ponto que o senhor tocou: o crescimento do discurso e extrema direita e do comportamento fascista. Como vê isso?

OM: Quem está se manifestando a favor do impeachment, não sei nem se sabe, se compreende o que é o impeachment. Não estou menosprezando ninguém, mas falta um maior didatismo. O que nós assistimos é um happening. Parece um carnaval fora de época, uma micareta.

SF: Você diz que falta uma politização para que as pessoas compreendam o significado do que elas reivindicam no caso do impeachment. Mas o que as motiva na sua visão?

OM: Acho que a onda coletiva. O clima instaurado por segmentos da imprensa. Então se junta um coletivo, uma patota, mas sem uma fundamentação maior. “Eu vou porque entendo que a Dilma não é boa.”. Mas se você investiga e pergunta: Porque ela não é boa? Quais são os tópicos da política dela que não são eficientes? Não se sabe responder.

SF: Fala-se muito da política econômica.

OM: Pois é, mas as pessoas sabem isso? Que há uma política de juros altos, recessivos? Talvez intuitivamente saiba, mas doutrinariamente não. Então elas saem às ruas com que projeto? Qual é o projeto alternativo para sair para a rua? É para dizer “não” apenas? É uma lógica quase infantil. Freud diria que é uma falta de mãe. Acho que se ele visse aquela massa em Copacabana ele diria que era um problema edipiano. Por outro lado o movimento da esquerda que sai para as ruas em reação contra o impeachment, sai desesperado. O que eu vejo, e acho legal que as pessoas se manifestem de todos os lados, é que há um desespero. Não há uma visão mais orgânica.

SF: As manifestações de esquerda vieram muito tardias? Demorou demais?

OM: Tem gente que acha que veio tarde demais. Eu acho que veio quando pode vir. É difícil saber… não acho que houve uma falta de timing, não. Acho que veio quando foi possível.

SF: Vejo comentários de analistas políticos que acham que as manifestações de direita pró-impeachment viriam a reboque das manifestações de 2013. O senhor concorda com esse entendimento?

OM: Não creio. Acho que 2013 ficou no tempo relacionado àquele momento. A questão dos 0,20 centavos, Black blocs, as pautas eram outras. Foi outra questão.

SF Como o senhor vê o crescimento da extrema-direita, no discurso e no projeto político, no Brasil e na América Latina?

OM: Eu vejo um crescimento sim da direita de uma maneira geral e seus matizes em todo o continente. A região como um todo está vivendo esse processo de virada. O mais recente agora foi o próprio Macri na Argentina, foi crescendo, virou prefeito, alcaide , agora presidente. Realmente é uma questão séria. Acho que é um movimento que requer ser observado com muita atenção para se compreender melhor essa conjuntura.

SF: É quase que um consenso que é praticamente inevitável que se instaure um novo golpe. A questão da possibilidade de reversão é outra história. O golpe no passado, que se tem registro no país, é de um golpe realizado pela força de Estado. O golpe de hoje tem uma configuração bastante diferente, algo como um golpe branco “pós-moderno” midiático-jurídico. O ativista Edward Snowden, logo após o vazamento dos grampos da presidenta Dilma publicou no twitter uma advertência à presidenta alertando que ela não havia aprendido com o episódio dos grampos da Casa Branca e ainda fazia telefonemas não criptografados. Como o senhor definiria esse novo golpe? Tem paralelo em algum contexto na história?

OM: Acho que ele tem características parecidas com o passado. Ou seja, mídia hegemônica que, por si só, já é indício de democracia fraca. A presença de pressão de setores do poder econômico e o papel importante do poder legislativo. A derrubada do João Goulart contou muito com a participação do congresso. Hoje, claro, tem novos equipamentos, temos novas tecnologias, os atores mudaram, mas o roteiro é igual.

SF: Acha que podemos estar caminhando para um parlamentarismo? Quais seriam os riscos tendo um congresso como esse que a gente tem hoje?

OM: Acho muito difícil um parlamentarismo. Primeiro acho difícil a população entender e aceitar um parlamentarismo imposto pelo poder judiciário. Acho que só um parlamentarismo plebiscitário e o parlamentarismo perderia no plebiscito para o presidencialismo, como já perdeu todas às vezes. E o parlamentarismo seria a concretização do golpe…

SF: O Eduardo Cunha já tem articulado nesse sentido, segundo declarou em entrevista recente à Folha de São Paulo.

OM: É, eu acho que só o parlamentarismo articulado à forças golpistas. Porque o parlamentarismo para ser estabelecido no Brasil, ele precisa ser de acordo com a Constituição plebiscitário. Teriam que convocar um plebiscito e saber a opinião das pessoas.

SF: Quais os caminhos o senhor acredita que o país pode seguir nesse momento para conseguirmos manter os ritos democráticos, manter preservadas as instituições e prosseguir com um mínimo de governabilidade até 2018?

OM: Difícil responder… a futurologia hoje é um exercício complexo. Nós temos algumas tendências. Existe a hipótese da Dilma conseguir manter o mandato e ir até o final sangrando, o que é um processo duro, difícil, mas seria possivelmente o menos negativo. Talvez a mais provável, segundo as tendências que se apresentam seria infelizmente a queda do governo. Seguida de um período de um certo obscurantismo.

SF: Qual o candidato mais forte para 2018 na sua aposta? Lula? Marina?

OM: As simulações mostram sempre o Lula na frente. A Marina me parece um cavalo paraguaio… corre na frente, mas não se sustenta, perde o fôlego no meio do caminho. Ela tem uma dificuldade de comunicação muito grande, de organização e exposição das ideias. A população não entende bem o que ela diz e às vezes dá a sensação de que ela não entende bem o que ela diz, soa fabricada e o conteúdo propositivo dela também segue a mesma linha, é confuso. E o Lula me parece o candidato mais razoável para ganhar em 2018. Eu ainda apostaria minhas fichas no Lula presidente em 2018. O problema é quem seria o vice, acho que uma chapa com Lula e Ciro Gomes como vice para somar em vigor seria muito forte.